Um estudo da Accenture realizado junto a 300 pessoas nos EUA, Reino Unido e Irlanda indicou que o software livre é mais seguro e tem mais qualidade do que as soluções proprietárias. Em relação à qualidade, mais de 76% das pessoas que aprovaram estas soluções apontaram este quesito para fazê-lo.
Para este grupo, o fator é mais válido até do que a economia trazida pelo open source – tanto que somente um terço dos consultados alegou o custo como indicativo para adoção do software livre. Entretanto, a pesquisa indica que poucas empresas pretendem investir em contribuições para o desenvolvimento do software. Mesmo assim, os investimentos nesse tipo de software devem ser maiores em 2010 do que em 2009: 69% das empresas consultadas revelaram que vão focar mais o open source, enquanto 38% pretende migrar seus sistemas críticos para este tipo de tecnologia.
Os entrevistados para o estudo também revelaram o que consideram desvantagens do software livre. Os principais quesitos apontados foram a falta de padrões reais, e a maior necessidade de treinamento e capacitação de usuários. Este último quesito, entretanto, foi levantado por entrevistados do Reino Unido, onde quase metade das pessoas ouvidas afirmou ver a necessidade de capacitação como um problema. Já nos EUA este item nem chegou a ser citado como desvantagem do software livre.
Foi aprovada nessa quarta-feira, 24, na Câmara dos Deputados, a proposta que dá preferência aos softwares livres na contratação de bens e serviços pela União, estados, Distrito Federal e municípios. O projeto foi apreciado na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Segundo o da site Info Exame, o texto substitutivo da deputada Luiza Erundina (PSB-SP) para a Lei de Licitações (Lei 8.666/93) determina que a administração deve adotar obrigatoriamente a licitação do tipo “técnica e preço”. Adicionalmente, a administração deverá observar a preferência a programas de computador livres e com formatos abertos de arquivos. Segundo a deputada, “a adoção de software livre aumenta a competitividade da indústria nacional de software, oferece condições de capacitação para trabalhadores do setor, e diminui o gasto público com o licenciamento de programas”. Erundina informa que a União gasta cerca de US$ 2 bilhões por ano com licenciamento de softwares. O novo texto define o software livre como “aquele que garante a qualquer usuário, sem custos adicionais, a execução do programa para qualquer fim, a redistribuição de cópias, o estudo de seu funcionamento, permitindo a sua adaptação às necessidades do usuário, seu melhoramento e a publicação dessas melhorias, e o acesso ao código fonte”.
A experiência de migração para software livre na Câmara dos Deputados é um bom exemplo de como o processo pode ser desenvolvido no setor público, especificamente em locais com uma vasta estrutura de tecnologia.
Discurso proferido por Sua Excelência o Ministro da Cultura, Gilberto Gil, durante sessão solene de abertura da Semana de Software Livre no Legislativo no dia 19 de agosto de 2003.
O Banco do Brasil tem, hoje, o maior parque de soluções em software livre na América Latina. O status alcançado é recente, mas, para obtermos esse título, o caminho começou a ser trilhado há 8 anos, quando optamos pelo uso do sistema operacional GNU/Linux em nossa infra-estrutura de Internet/Intranet.
Em agosto de 1991, um jovem estudante da Universidade de Helsinki (Finlândia) Linus Torvalds, anunciou em uma lista lista de discussão na internet que estava criando um sistema operacional livre. Ele dizia modestamente que seu trabalho era "apenas um passatempo". Em 5 de outubro de 1991, Linus anunciou a primeira versão "oficial" do Linux. Após alguns anos, este se tornou um dos mais populares sistemas operacionais disponíveis, sendo continuamente desenvolvido pelo próprio Linus e por pessoas do mundo inteiro. Desde então, surgiram várias empresas para dar suporte ao Linux, como a Red Hat Software, a Caldera Systems, a Debian Linux, e a brasileira Conectiva. Essas empresas distribuem o Linux gratuitamente e criam programas úteis e com interface gráfica, compatíveis com o sistema